Ecommerce no Natal precisa se adequar à LGPD | MAIS DADOS DIGITAL

Ecommerce no Natal precisa se adequar à LGPD

Recente pesquisa da Loja Integrada registra a abertura de uma média de 40 mil e-commerces por mês em 2020. Ao final de outubro, o total era de 400 mil pequenas e médias empresas de comércio digital no país. 

Soma-se a esse dado o estudo estudo global da Visa – “Back to Business, Holiday Edition”, segundo o qual 54% dos brasileiros  contam com as vendas eletrônicas para as compras de Natal. O sucesso do Black Friday endossa essa convicção. 

Além da pandemia ainda presente e da alta do e-commerce, temos o recém lançado Pix no primeiro Natal sob a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados. 

Compliance e consultoria jurídica estão sendo adotadas pelas empresas para não violar a lei nesse período, que significa alta temporada para o comércio. A LGPD está em vigor desde setembro e sanções já estão sendo aplicadas a quem a infringe. 

Pouquíssimas empresas prontas

Os banners, anúncios e promoções já pipocam na internet. A lei está cumprida? Estudo da Sigilo publicado no começo de dezembro tem resultados pessimistas nesse ponto. Segundo a pesquisa,  85% das  empresas estão ignorando o que prevê a LGPD. Para realizar o trabalho, foram enviadas 80 cartas a representantes de 22 setores entre os quais e-commerce, bancos, telecomunicações, fintechs e marketing digital, com questões como: “Vocês tratam os meus dados?”, “Quais são as categorias de dados pessoais que vocês têm sobre mim em seus arquivos e banco de dados?”, “Quais são os usos específicos que têm feito?”, ou “O que estão fazendo ou farão com os meus dados pessoais?”

O prazo para a resposta do teste era de 15 dias. O resultado é assustador: 85% ignoraram totalmente as solicitações e os outros 15% responderam fora do prazo. 

Consumidores também desconhecem

Se as empresas ainda não estão preparadas, tampouco pode se dizer o contrário dos consumidores. Pesquisa da Capterra (plataforma de busca e comparação de softwares) indica que 61% deles desconhecem a LGPD. 

A prática de abordar qualquer empresa para ter acesso aos próprios dados não é lá muito usual: apenas 29% dos entrevistados afirmaram que já fizeram algo do tipo. 

Sobre a aplicação à LGPD, os consumidores não se mostram otimistas: 72% deles não consideram as empresas prontas para desempenharem o que prevê a lei. 

Seja em anúncios, cookies ou sorteios, a obtenção de dados de possíveis clientes deve vir acompanhada de consentimento e esclarecimento. E não apenas quando o usuário se interessa pela compra e passa a fazer o cadastro. Antes de clicar o usuário deve ser informado de que seus dados, ainda que básicos (nome, email) serão coletados e claro, se ele concorda com isso. O por quê da coleta também precisa ser informado, além do uso destinado àqueles dados – envio de emails, ofertas, etc. 

O Natal promete muita conscientização, entre os consumidores e as empresas. 

Previna-se de sofrer processos e violar involuntariamente a nova LGPD. A adequação à lei demanda uma série de ações que demanda orientação especializada. Não arrisque o seu negócio!

Quer ficar por dentro da LGPD? Baixe gratuitamente nosso E-Book sobre o assunto. E não perca tempo para se adequar. Entre em contato com a Mais Dados e ajudamos sua empresa nesse processo. 

topo