Sem serviços de nuvem escaláveis, atual desastre seria inimaginavelmente pior

Serviços de nuvem escalonáveis

Nesta crise iniciada pela COVID-19, as arquiteturas de nuvem seguras são essenciais não apenas para grandes empresas e governos mas também para municípios, pequenas empresas, escolas e usuários domésticos. Em outras palavras: para todo mundo. Com isso, o Brasil com suas dimensões continentais e população igualmente gigante e que, historicamente, já enfrenta desafios singulares para o seu desenvolvimento sócio econômico precisa também olhar para fora e antes de conseguir propor as ações necessárias internamente — e em todos os campos — para a fomentação da sobrevida econômica.
Com este entendimento, nós da Mais Dados Digital trazemos uma série de artigos que são reflexões da leitura que o setor de cloud computing tem feito a partir de vivências internacionais da pandemia da COVID-19. A renomada Universidade de Syracuse, Norte do Estado de Nova York, publicou um extenso em 1º de abril no qual apontou que “trabalhar em casa agora é a única opção para muitos”.
Se você se identificou com a afirmação e está hoje com parte da equipe ou toda ela em regime home office, talvez ainda não tenha se dado conta de que isso só possível porque hoje as empresas que operam a nuvem, de repente, assumiram o papel de ser “a espinha dorsal de um experimento virtual e global de aprendizado e colaboração — em uma escala nunca antes experimentada”.
Em outras palavras, para John Jordan e Lee McKnight (autores do artigo), sem serviços de nuvem escaláveis, o desastre atual seria inimaginavelmente pior. Segundo eles, somente a Microsoft já relata um aumento de 775% na demanda de serviços em nuvem do COVID-19. Elevação essa que fez a empresa limitar as ofertas de serviços de nuvem gratuitos para novos usuários, e admitiu que sua meta de disponibilidade de tempo de atividade de 99,99% não foi mantida em todos os momentos e locais através do surto já que foi necessário priorizar demandas específicas relacionadas ao enfrentamento da pandemia.
Apesar disso, não houve grandes interrupções na nuvem, atribuíveis à COVID-19. “Basicamente, para a nuvem, o COVID-19 é apenas um dia ocupado no escritório virtual”, comparam os autores.
E de fato, a Mais Dados tem percebido que a confiança das empresas de nuvem em sua capacidade de aumentar ainda mais o número de usuários forçados a trabalhar e aprender em casa é tão grande que alguns oferecem serviços gratuitos de colaboração e conferência para os impactados pelo COVID-19, incluindo alguns promissores serviços gratuitos para o restante de 2020.
No entanto, como apontam os autores do artigo americano (e é o que está mais próximo da nossa realidade nacional) as lacunas nas múltiplas camadas de infraestrutura cibernética e física necessárias para acessar os serviços em nuvem são cada vez mais evidentes.
Também as lacunas de educação e treinamento são exacerbadas e somente o rápido crescimento para o armazenamento em nuvem pode sanar tais gargalos.

Agora nos conte, já tinha tido tempo de pensar sobre o assunto e como a cloud computing pode solucionar entraves trazidos pelo cenário de isolamento?

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